Pequeno kit de primeiros socorros

Menina amiga minha...
Dei risada quando vi seu porta-remédios.
Era uma capinha de CD, das de papelão.
E embora ela não se importasse e tenha me olhado com cara de "cuide da sua vida", eu me comovi e disse que ia lhe fazer uma coisa bonitinha para colocar seus comprimidos.
Ah, que comoção, que nada, eu queria era por em prática mais aquela lampadinha plim plimzante que surgiu sobre a minha cabeça naquele momento.
- E aí está o seu porta remédios, minha frô:








Por não ser muito grande, aí só não cabe o amor, aquele remedinho pra toda dor.


Mas não tem problema, porque eu sei que este você guarda no coração...

Coração o tempo não apaga...

Querida senhorita mamãe,
sei que muitas vezes não tenho me comportado à altura.
À sua altura - altura do seu merecimento, que é beeeem maior que 1,67m (e meio).
Logo eu, que deveria ser A pessoa para consolar algumas tristezas do seu coração.
Tristezas que me doem profundamente por saber - talvez apenas imaginar - o quanto doem em você.
Dores que me entristecem por não poder pegá-las para mim, se assim fosse possível, para tirá-las de você.
Dia a dia a consciência adquire um pouquinho mais de espaço e eu tento me livrar de alguns dos meus vícios de linguagem e alguma atitude intolerante que possam me fazer perder tempo (e mais tarde me arrepender por mais uma).
E apesar de todos os meus erros, eu queria que você soubesse – de verdade, não apenas em palavras – que para mim você é no mínimo uma guerreira que vence batalhas diárias pelas quais eu não seria capaz de passar.
Você é a vida que me deu vida. E a vida pela qual eu daria a vida.
A uma entre algumas que eu espero acompanhar pela eternidade.
Nasci numa família de guerreiras, cada uma com dores que não seriam suportadas por qualquer um por aí. E pensar em cada uma dessas dores fisga muito no meu peito todo dia.  
Mas pensar em quanto sofrimento essas dores podem continuar lhe causando muitas vezes apertam tanto, que de maneira quase insuportável estrangulam os meus olhos e dilaceram o meu coração. Acredito que acima de tudo por não poder arrancá-las daí... 


Enquanto isso parece não ser possível, quero que saiba que tem minha imensa admiração, meu amor eterno e minha completa gratidão. E que enquanto eu respirar, mesmo que falhe muitas vezes, tentarei de todas as formas corresponder ao seu amor também com as atitudes.

... e no meio de tudo isso, eu caminho nos meus pensamentos.
Começo então a flutuar - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - e é aí que não ouço mais nada.

Mas é avoada essa menina! 
E ainda responde - sem NEM escutar o que a gente fala!

(E quer lugar melhor do que aqui dentro pra poder voar?)

Da Camis XD

Tendência Para Matar

Uma noite dessas deitamos pra assistir "O lobisomem".
Ô filminho ruim, virge maria!

Sem problemas, fazemos quinta categoria virar pastelão.

"Amor, por que ele tá tão bravo?"
"TPM."
...
"Hmm."
"Acontece. Tem gente que á assim mesmo."


Qualquer semelhança deve ser mera coincidência.

Brasil corrupção, chuta que é macumba!


Você já ficou triste sem motivo?

Ou sem saber o motivo?
É assim que me sinto hoje.

Mas é claro que já parei pra pensar sobre isso e mais claro ainda que também já desenvolvi minha teoria.
“A teoria da desmotivação do 7 de janeiro brasileiro”.
No fim desta semana tomei um chá de filme brasileiro – involuntariamente.
E sabe como é filme brasileiro né (grande parte, pra não ser generalista) começa com o bom e culto palavreado fino – marca registrada –, desenrola em sexo e companhia, e termina deixando a gente desconsolada(o) por morar aqui.
O tal filme da Bruna surfistinha pesou bastante na minha cabeça. Mas nada que tenha mudado o meu dia seguinte.
Aí no segundo round, veio Era uma vez... Bonitinho até, mais um daquele de sempre: da magnífica jurisdição do Rio de Janeiro Umbigo do Brasil.
Não sei se é coincidência ou não, mas como boa esponjinha que sou, relacionei o mal-estar súbito a essa injeção-bomba de Brasil.
Cogitei se seria aquele choque de realidade, que mesmo você conhecendo há tempos sempre te choca. Mas cheguei à conclusão de que não era o caso. 
É verdade que certas coisas chegam na gente como uma invasão, uma violência e foi o caso. Mas de qualquer forma, não seria o suficiente pra causar o que estou sentindo. Então percebi que talvez esta sensação se deva à soma de acontecimentos decepcionantes que vão se acumulando ao redor da gente.
É toda essa história de corrupção, de marginalidade, em todos os segmentos deste país, com todo o tipo de gente.
É essa política de palhaços que compram a sua nação com pão e circo, enquanto os aposentados - aqueles que realmente trabalharam uma vida por este "país" não têm direito a míseros porcentos sobre um ou dois míseros salários. E os vagabundos no poder público ganham milhares de porcentos sobre milhares e milhares.
É essa cultura dilacerada, na qual jogador de futebol ganha em um mês o que um pesquisador científico não vai ganhar durante toda a sua vida. Mesmo que os primeiros tenham utilidade nula à humanidade, embora exerçam papel fundamental em meio à ignorância. E mesmo que os segundos sejam doadores de vida a milhares e até milhões de outros.
É a atitude irracional do cidadão que não tem 5 reais pra comprar leite pra sua criança, mas os 10 pila do ingresso do jogo estão garantidos, certeza.
Você, cidadão que não tem pra si mas ajuda a pagar o salário de um cara que faz o que mesmo por você?
Enquanto o outro, que pesquisa a cura do câncer que vai lhe matar em 10 ou 20 anos não tem verbas para os reagentes necessários à sua pesquisa, o seu ídolo esbanja o estímulo escancarado à mediocridade.

O que é que ele faz pela humanidade porra? Por quem ele vive, senão pelo seu umbigo?
Este é o país onde vagabundo tem muita vez e trabalhador não tem estímulo, senão o seu próprio caráter.
Aliado a isso, um povo que reclama, reclama, mas nada faz, acabando por aceitar absurdo após absurdo, ano após ano – e do qual eu infelizmente faço parte, por estar aqui apenas escrevendo, ao invés de estar ajudando em alguma passeata por aí.
É claro que são inegáveis as belezas do Brasil - suas bençãos em termos geográficos, biológicos e climáticos, principalmente aquelas relacionadas ao coração especial que bate no peito de uma grande fatia da população. Mas infelizmente isso já não é o bastante para sobressair perante o fato de que ao invés de lutar pelo seu direito, muito brasileiro prefere roubar do próximo, se igualando a toda aquela corja que deveria lhe representar com honestidade em meio ao poder público.
Onde vamos parar, afinal?
É todo esse desgosto que leva a gente a acreditar que solução haverá apenas na existência de uma próxima espécie, após uma destruição em massa.
SE, e somente se, esta espécie não usar cuecas - ou ao menos cuecas onde caiba dinheiro - e na qual seus indivíduos não corram o risco de um dia precisarem se aposentar. E também onde carnaval e futebol não sejam passíveis NUNCA de serem ao menos imaginados.
E por enquanto, fica aqui a nação masoquista assistindo ao espetáculo de braços cruzados.

Feliz vida nova!

Há um ano atrás, a situação era outra.
O meu chão partiu e as paredes desabaram.

Há um ano atrás, o suposto retorno era na verdade despedida.

Lembro-me bem do desespero e de toda a dor.
Se colocar minha memória para trabalhar, posso sentí-los perfeitamente.
As lágrimas eram tantas que minha alma parecia escorrer pelos meus olhos.
No pé da minha cama, Dona Martinha. Ela me segurava com toda força para que o buraco não me sugasse. Neste mundo me colocou, neste mundo me amou e neste mundo me segurou.

Sempre fui desapegada, e bola pra frente. Afinal, a vida é feita de possibilidades e "quem vive de passado é museu". Mas dessa vez era diferente, as marretadas teimavam em me dizer que não era passado.

Na noite que devia ser de cores, havia duas companhias:
- a que tem por mim o amor incondicional
- a que queria ter o que eu tinha: "sinceramente, se já não deu certo uma vez, não é na segunda que vai dar", foram suas palavras com segundas intenções.

Naquela noite, cada estouro era uma rajada no meu coração.
Cada cor que se fazia no céu figurava como um insulto aos meus olhos tristes.

O amor se atirou de cabeça no precipício.
Mas por lá se transformou, criou asas e finalmente encontrou o caminho de casa.

"Sim, meu senhor, você não sabe nada sobre nós".
Pois o amor é evolução, por isso tudo é possível.

Hoje sei que aquilo tudo precisava morrer para a beleza renascer.
As amarras precisavam queimar para poder libertar.
É ele. Sempre foi.

Hoje o amor é amor saudável, limpo, alegre. Com a mesma intensidade imensurável.
Vamos moldando-o e lapidando-o, dia após dia.
Hoje, somos responsáveis pela nossa felicidade. Ela é mérito nosso.

Na noite de cores deste ano, os fogos explodindo dentro de mim superavam aqueles que estouravam do lado de fora.

Tic tac tic tac tictic tactac

Prontinho, ponteiros acertados e tcha-dan!

Nosso compasso hoje faz música, sem nem desafinar.

Quando sai do ritmo, fazemos disso apenas mais um batuque pra ser parte da sinfonia.

Monsterhigh

             Dia desses, fomos comprar um presente pro afilhadinho do Sr. Lindolindo, de dia das crianças, em uma daquelas fantásticas lojas de brinquedos. Adoroooooo!
             É claro que por lá me perdi.

             Nunca fui fã de bonecas, mas dei de cara com uma linha que simplesmente me deixou apaixonada.
             Elas são tão diferentes e estilosas, do jeitinho que eu acho massa ser.
             E o melhor: elas são o inverso da Barbie, aquela boneca-bitch disguting, fútil, fresca e fisicamente improvável, que enfiaram goela abaixo das crianças (muitas das quais possivelmente se tornaram anoréxicas por achar que deveriam ser daquele jeito). Que graças à minha mãezinha-cabeça a gente nunca teve. Valeu madrezita!

              Enfim, depois de vê-las na loja fui procurar coisas à respeito e descobri que elas estavam fazendo sucesso há algum tempo e que são provenientes de um desenho animado.

              E é claro que não me agüentei e um tempo depois tive que comprar um exemplar das quatro que mais gostei, para colocar no nosso quartinho das arteirices e coleções.
              Elas com certeza vão se acertar com o Superhomem e os Sonics do Sr. Lindolindo. ^^

              As minhas Monsterhigh:
   


Frankie Stein:

Ghoulia Yelps:

Draculaura:



Lagoona Blue:


Torne-se um doador de amor.



Esse é o vírus da imunodeficiência humana versão cutie.

Um presente que fiz pra minha irmãzinha, que em busca de soluções para essa tristeza que assola a humanidade foi viver em uma cidade hostil, onde arrisca a vida todos os dias para ajudar outras pessoas, convivendo com a manipulação desse serzinho problemático aí.




O J é da Juju interferindo no material genético do vírus.


Isto é ciência: um modo de viver em que você se doa para que muitas outras vidas possam ser beneficiadas. Por um bem maior.


Juju, de você tenho IMENSURÁVEL orgulho.
Você faz parte dos que realmente fazem diferença neste mundo.

Te amo muito irmãzinha.

Idéias soltas

Fiz um saco dupla face de pirlimpimpim... que é logo pra caber mais magia.
><






Um cafézão, por favor!

Entre outras coisas, eu sou uma cafezeira das de primeira.

"Sem açúcar e não muito quente!"

Umas 20 doses por dia, pelo menos.

Já o Sr. Lindolindo é um pouco mais sutil.
Pra ele, é com 20% de leite - preste atenção, essa é a medida correta da gostosura.
A combinação pode até ser feita em uma proporção diferente, mas dou garantia de que não será tão apreciada quanto a correta.
Ah, e claro, não pode faltar a bolachinha recheada, pra molhar na poção mágica e servir de passatempo pro estômago.

(e, cá pra nós, vou te contar um segredinho - o café dele é mais gostoso que o meu!
Sim, sim, o café que ele faz, não o que ele toma. Não precisa fazer essa cara, o comentário não é fruto de preconceito algum, é apenas um esboço de surpresa, considerando-se que fogão e atividades a isto relacionadas seriam coisas um tanto obscuras para ele - que nem saberia porque é que fica na cozinha - se não fosse o café)

Bem, foi num desses dias quando eu comecei a costurar criaturinhas que o Sr. Lindolindo de repente pediu que eu fizesse uma xícara pra ele.
"Uma xícara vermelha e com café. Se possível, também com creme."

Hmmmmmm, a xícara até que saiu. E o café também. Mas o creme... não deu, fez uma lambuzeira só!
"Pode então ser café com amor?"
Amor aperfeiçoa tudo de tudo.

Ói que o bichinho ficou contentão!
Mantém a xícara vermelha de café na mais alta-estima.

Da Camis

E como esse café tá durando...

Tchu tchuru tchu tchutchurutchuuuu

Minhas células metabolizam música e produzem bom humor.
Pode estar a zica que for, não tem erro. É só colocar o fone na zorêia e esse polivitamínico supre qualquer desnutrição mental.

Eu polvo, tu polvas, ele polva.

Credooo, que hoRRor!

Quase que completa um mês sem eu conseguir pensar em aparecer por aqui.
E não é por desnaturação não, é só uma questão de... hmmmm... como poderia dizer... falta de... tempo... não, não é bem isso...
É sobra de vida! Isso!
Hahahaha.

Vinte e cinco dias bem preenchidos com muito muito amor, sol, chuva, trabalho, praia, casamento, cinema, jantares com amigos, agulha na pelúcia, passeio de trem pra comer barreado, apresentação do meu rock star, meu amor... ROCK IT BABE! Até progressiva em mim mesma eu fiz... ganhei uma dor nas costas e uma gripe, mas que ficou boa, ficou! Hahahaha. 

Dia desses, eu e o Sr. Lindolindo fizemos uma de nossas visitas periódicas à casa de mamis e fui eu fuçar em umas coisitas que havia deixado lá. Eis que encontrei O POLVO.
O coitadoooooo do polvo!
O polvo que eu fiz para representar os alvos frequentes daqueles sushimen sem coração... tsc tsc. Pobrezinho do polvinhoooo!
Tão gostosinho... hehehe.

Bem, como apreciadora indiscutível de comida oriental, eu devo confessar que apesar da peninha do polvo, concordo que seja necessário o triste fim do Polvicarpo Quaresma para que se mantenha a cadeia alimentar.
Os radicais que me perdoem, mas não troco por comida nenhuma aquelas que exigem dois hashis por entre os meus deditos... nhammmmmm! 

O tal:

Da Camis

Da Camis

Cupcakerices

Nossaaaaa, depois de um tempão fora de órbita cá estou novamente!
Como é que eu vou investir em ciências computadorísticas se eu mal consigo parar pra abrir o blog??
oO

¬¬

Da última vez que passei por aqui eu tinha inventado de fazer os tais cupcakes.
Pra testar, escolhi duas massas de cupcake que encontrei:  de chocolate e de torta de limão.
Hm, o povo gostou, mas pra mim não adianta, essas massas que o povo faz por aí, pra bolo de festa etc. são todas muito compactas, falta maciez, sabor... eu não troco minha nega maluca por nenhum deles!
(e o Sr. Lindolindo, que AMA a nega maluquete também não troca não.)

Tirei umas fotinhas pra colocar aqui.
Queria ter tirado deles cortados, com o recheinho escorrendo, nham - mas quando vi já tinham acabado!




Digamos que eu não fiquei completamente satisfeita com o produto final, e pra não ficar frustrada, decidi testar uma outra massa de baunilha e também ver se eu conseguia fazer com a minha massa da nega.

Então ontem fiz uma nova leva e hmmmmmmmmm, ficaram beeem mais gostosos!
Agora deu orgulho! Hahahaha.
E dessa vez foi mais divertido ainda porque até a madrezita entrou na roda da cookingrisadaria.

Esse é o fofito de massa de baunilha, recheio de brigadeiro branco e morango com cobertura de chocolate:



E esse é o de nega maluca recheada com brigadeiro branco e cobertura de ganache:



Ficaram gostosos...

Sááááábado de sol...

    
      Hmmmm, sábado maravilhoso de sol... como é bom chegar novamente em estações coloridas de não-hibernação, hehehe.
      Enquanto o meu lindolindo se aventura em sua sonequinha ali no quarto, eu me aventuro na cozinha tentando fazer cupcakes! Aproveitei o intervalinho que os tais bolinhos me deram pra escrever aqui.
      Eu nunca fiz cupcakes e confesso que quando comi por aí achei um bocadão seco e com uma cobertura meio gordurenta. Mas tem gente que gosta tanto e tem uns que são tããão fofinhos, que esses dias me deu uma vontade louca de fazer pra ver se dá pra chegar em uma massa que permaneça em pé naquelas forminhas e ao mesmo tempo seja apetitosa, macia, saborosa... hahaha, não quer mais nada né?
      Tenho que testar umas receitinhas que busquei por aí, já que não ensinaram a fazer naquela porcaria de curso que eu fiz. Grrrrr!
      Hahaha.
      Nhaiiiim, vamos ver se vai dar certo!

Antiguicices


Uns desenhitos de Camis e Guigo que já fiz há um tempo atrás...
 

Certas coisas não são procuráveis, apenas encontráveis.


Uma vez eu procurava pela minha história.
E pensei até ser a chapeuzinho.
“Pela estrada afora...”

E o lobo-mau me encontrou.
Uuuuuuuuuuuuuu!

Mas isso era uma vez – e ainda bem que essa vez já era.

Foi no meio do caminho que um cara se apaixonou pela chapeuzinho e arrancou ela do lobo.
E como o lobo já havia se tornado familiar, a chapeuzinho ficou com dó de si mesma durante boa parte da estrada. Relutou, chorou, esperneou (como se houvesse lhe roubado a cesta que levava pra vovó).
Passou chuva, passou sol.
Os dois descobriram muito de si no outro. Deram muita risada juntos, passaram um tempo bem bom.
Mas de qualquer jeito, o início do caminho tinha sido desgastante demais pra um início. E eles vieram trazendo os espinhos junto com as flores.
Até que lá na frente acumulou e começou a cutucar demais. E numas de desviar, eles se perderam um do outro.
Correram para lados opostos.
Mas e agora?
Correram.
Pelo caminho, encontraram caçadores e porquinhos (três, eu acho). Até a vovozinha foram tentar salvar. E nessa igual intenção, de repente lá estavam novamente, frente a frente.
Não adianta espernear, o que é teu, a vida te dá, só é preciso confiar.
Pode acontecer o que for no caminho, é assim que é.

Foi de mãos dadas que encontramos a saída da floresta escura.
Os espinhos, deixamos para trás. No mesmo lugar de onde nunca deviam nem ter saído.
As flores, trouxemos. Plantamos e cultivamos dia após dia.
Por amor (e só com amor), o jardim vai crescendo e exalando.

Definitivamente, aquela não era a nossa história.
A nossa é daquelas “e viveram felizes para sempre”, mas nenhuma das que se conheça...

Minha receita preferida


Somos iguais na essência.
Essência de baunilha. Naturalmente.
As mesmas carências, as mesmas vontades, os mesmos medos, a
mesma sensibilidade.
A mesma capacidade de amar – que apenas amar seria o
suficiente pra tudo.
A mesma intensidade.
Como as metades da fava, depois de aberta, o mesmo aroma e o
mesmo sabor.
As palavras iguais que pulam de duas bocas diferentes de uma vez só, pra se encontrar ali fora - como se tivesse sido combinado.

Tsc, tsc, de combinado não teve nada (é só essa tremenda sintonia mais uma vez, que une tão bem duas partes).
Somos dois em um - com diferença só no gênero.
Ah, sim, diferentes experiências também.
(Um dia essas aí foram até inconvenientes... mas nada que o amor não ajuste.)
Uma colherada de açúcar e um copo de leite e tcha-dan! O inconveniente se tornou compreensão.
Teus motivos fazem parte de mim, e muitos dos meus são teus também.
É isso, somos farinha do mesmo saco.
Farinha do mesmo saco com essência de baunilha.
Um tanto pro bolo, o outro tanto pros sonhos e o banquete está servido.
Voilà!

Epifanitas



 
Essa é a Epifânia. Um espermatozóide bovino.

Fiz ela pra minha amiga Fujita, aquela japa safada, que trabalha com reprodução de bovinos - como sugerido pela fofucha aí do lado.

Tic tac bum!

Tenho andado assim, tão ocupada...
A ponto de dormir ocupada. Comer ocupada. Respirar ocupada.
Tu. Tu. Tu.
Ficou pra trás aquele tempo em que dava pra sentar em frente a um filme, por exemplo, e apenas estar. Sem nada mais pra pensar, se preocupar, ou querer executar.
A cada dia o dia fica mais curto pros planos que vão se enfileirando, se atropelando e se amontoando.
E ali eles vão ficando, empilhados uns sobre os outros.
Vez em sempre dão umas cutucadas “ei, não vai me desenhar?”. Puxa daqui “ô. Não vai me costurar?”. Empurra de lá “pega a caneta e me escreve em qualquer canto que encontrar”.
E assim caminhamos juntos... a cabeça fervilhando de idéias.
Mas o corpo tem mesmo é que cumprir obrigações. E o que sobrar, é lucro.
É assim que a gente vive, não é?
(Ou que, infelizmente, tem que viver.)
Trabalhar pra se sustentar. O resto tem que ser hobbie.
Sustentar o bolso, até sustenta. Mas e a alma (que deveria vir em primeiro lugar)??
Pra fazer tudo o que a gente quer, o dia tinha que ter logo umas 300 horas, já pra não ter desculpa de que falta tempo. Porque mesmo que a gente tente esticar os minutos pra lá e pra cá, pra fazer caber o máximo de coisas naquele dia, o dia sempre acaba com aquele gostinho de quero mais.
(Nem que seja querer só ficar de bobeira, de pernas pro ar.)
Dizem por aí que tempo a gente encontra quando quer.
(É, aham. Tempo não falta mesmo. O que sobra é vontade de fazer tantas milhares de coisas.)
 Talvez eu precise de umas 5 vidas pra conseguir fazer tudo...


Por enquanto, será que alguém aí tem umas horinhas pra doar?